Menção Honrosa "João Moreira"

 

João Moreira

João Gomes Moreira, um dos mais antigos Colaboradores do “Correio do Ribatejo”, com a bonita idade de 91 anos, felizmente, ainda em gozo de boa saúde. Saúde que, naturalmente, já não acompanha o ritmo da eterna juventude e jovialidade que o seu espírito impõe, mas, ainda assim, em bom estado de conservação.

Generoso, altruísta, solidário e dedicado, o João Moreira é um cidadão do mundo a quem a cidade de Santarém, por vezes, parece desvalorizar, certamente, por desconhecimento da sua obra e dos seus incomparáveis méritos, que não, obviamente, por ingratidão.

João Moreira foi um dos pioneiros do movimento campista em Portugal, participando em inúmeros encontros no país e no estrangeiro; foi actor teatral; fez de palhaço, em conjunto com o seu amigo António Cacho; foi músico na Orquestra Típica Scalabitana, de que foi co-fundador com o Maestro António Gavino, na Orquestra de Câmara e nos Grupos Infantil e Académico de Santarém, onde tocou guitarra, que usava também nas serenatas da boémia estudantil de então; foi colaborador da Rádio Ribatejo, nos tempos do saudoso Capitão Varela Santos; foi membro da Comissão Executiva da Feira do Ribatejo, onde, como braço direito de Celestino Graça, era o responsável pela organização do Festival Internacional de Folclore de Santarém, de que foi director entre os anos de 1977 e 1980; foi colaborador da Casa do Ribatejo e do Inatel, em Lisboa; foi membro fundador e dinamizador da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém; foi apresentador do Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra; foi delegado oficial de Portugal no CIOFF – Comité Internacional des Organizateurs de Festivals de Folklore et Arts Traditionelles, de que é Membro Honorário. Enfim, o nosso querido João Moreira foi um homem dos sete ofícios… Hoje, será apenas de três ou quatro…

Foi um diligente funcionário da Câmara Municipal de Santarém, tendo exercido funções na Secretaria, na Biblioteca Municipal, onde foi pioneiro na implementação da leitura domiciliária, e foi o grande impulsionador da criação de um pequeno parque de campismo municipal. Seguidamente foi funcionário do laboratório Ferraz & Lince, Lda, em Lisboa, onde evidenciou uma vez mais os seus elevados atributos de competência, capacidade, dedicação e honestidade.

O João Moreira, aos 91 anos de idade, ainda não desistiu de intervir na cidade, sendo presença assídua em grande parte de espectáculos e iniciativas culturais. Continua atento e crítico, estimulando todos a fazerem mais e melhor, no que é, naturalmente, voz avisada e ouvida. Em homenagem da Junta de Freguesia de Salvador, foi atribuído o seu prestigiado nome a uma artéria do Jardim de Baixo. Mas, João Moreira merece, e justifica, sobretudo, a atenção, o carinho e a consideração de todos nós, pelo tanto que fez por Santarém, pelo Ribatejo e por Portugal. Parabéns, João Moreira!